Alunos de Engenharia do UniSALESIANO criam misturador de pós para a Farmácia-Escola
Equipamento automatizado com controle remoto nasceu em disciplina do 6º termo e foi entregue ao curso de Farmácia
Um equipamento acionado por controle remoto passou a fazer parte da rotina da Farmácia-Escola do UniSALESIANO. O misturador de pós, construído por acadêmicos de Engenharia Mecânica, homogeneíza diferentes compostos de forma padronizada antes do encapsulamento.
A história do aparelho começou em uma conversa. Durante a disciplina Elementos de Máquinas II, no segundo semestre de 2025, quando cursavam o 6º termo, os estudantes procuraram a professora responsável pela Farmácia-Escola, Fátima Sato, para entender quais demandas existiam no local. Foi dali que saiu a ideia.
A orientação ficou a cargo do professor Fernando Eguia. Segundo ele, a disciplina pede que os alunos escolham um tema a partir de uma carência real de equipamento, identificada em empresas, na universidade ou na comunidade. No caso do grupo, a necessidade apareceu dentro da própria instituição.
Depois de definir o objetivo, veio o trabalho técnico. Os estudantes pesquisaram soluções já existentes no mercado, montaram a fundamentação teórica, fizeram os cálculos, produziram os desenhos, escolheram os materiais e partiram para a montagem do protótipo. O equipamento foi entregue ao curso de Farmácia neste ano, quando a turma já cursava o 8º termo.
Por que automatizar
O coordenador dos cursos de Engenharia Elétrica, Mecânica e Mecatrônica, Nelson Hitoshi Takiy, explica que a operação por motor elétrico atinge um grau de mistura praticamente impossível de obter com as mãos. Ele destaca que o processo automatizado garante eficácia total na homogeneização.
O custo também entrou na conta. Aparelhos semelhantes existem no mercado, mas com preços elevados para aquisição. Para Takiy, o protótipo construído pelos estudantes atende perfeitamente ao propósito da Farmácia-Escola.
Do lado da Farmácia, a coordenadora Ana Carolina Frade Gomes vê no equipamento um reforço ao ensino de Tecnologia Farmacêutica e das boas práticas de manipulação. Ela observa que a homogeneização adequada garante a distribuição uniforme dos componentes de uma formulação, assegurando que cada porção do medicamento tenha a quantidade correta de princípio ativo.
Outro aspecto valorizado por ela é o encontro entre áreas distintas. Na avaliação da coordenadora, Farmácia e Engenharia conseguiram trabalhar juntas para atender a uma necessidade concreta.
A visão de quem construiu
Gabriel Botoni Ferreira, do 8º termo de Engenharia Mecânica, integrou a equipe responsável pelo protótipo. Ele descreve a experiência como gratificante, por ter aplicado na prática o que aprendeu em sala e por desenvolver algo capaz de facilitar o trabalho de outro curso. Ver o projeto saindo do papel e funcionando, segundo ele, foi o ponto alto.
A colega Danielle Genaro, também do 8º termo, acompanhou todas as fases, da ideia inicial e da modelagem até a fabricação, a montagem e os testes. Para ela, o mais interessante foi perceber o alcance da Engenharia Mecânica para além de seu próprio campo, em uma oportunidade de aprender e de trabalhar em equipe.
Para o pró-reitor de Ensino, Pesquisa e Pós-Graduação, André Ornellas, iniciativas desse tipo aproximam a sala de aula do cotidiano profissional. Ele avalia que a união entre Engenharia e Farmácia mostra como áreas diferentes podem atuar em conjunto em benefício da comunidade acadêmica e da sociedade.
Fonte: Informações da Comunicação/UniSALESIANO