Nota maior em três frentes leva UFSCar ao top 10 das universidades do Brasil
Instituição ganhou pontos em ensino, ambiente de pesquisa e indústria, mas segue estável no indicador de maior peso
Três das notas que a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) recebe no THE World University Rankings cresceram de um ano para o outro, e foi esse ganho que recolocou a instituição no grupo das dez universidades brasileiras melhor avaliadas pela publicação britânica Times Higher Education. A edição 2027 do levantamento saiu em 30 de setembro.
O maior salto apareceu em Ambiente de Pesquisa, que foi de 21,5 para 24,0. Ensino cresceu de 34,3 para 37,2, e Indústria passou de 55,4 para 57,2. Esse conjunto empurrou a universidade da 11ª para a 10ª colocação entre as brasileiras, marca que ela agora divide com a PUCRS e a PUCPR.
Em dois desses quesitos, Ensino e Indústria, a UFSCar aparece entre as dez melhores do País. Em Ambiente de Pesquisa, ficou a um lugar desse grupo, na 11ª posição nacional.
Na comparação internacional, a universidade deixou a faixa que ia da 1201ª à 1500ª colocação e passou a integrar a faixa de 1201 a 1400. A leitura desse deslocamento, porém, exige um cuidado, porque o THE mexeu na forma de montar as faixas. Antes, as posições individuais iam só até a 200ª universidade do mundo. Agora vão até a 300ª e, da 301ª para baixo, os grupos ficaram mais estreitos, o que faz com que instituições antes reunidas num mesmo intervalo apareçam separadas.
Quem puxa esse alerta é o Pró-Reitor de Planejamento, Governança e Gestão da UFSCar, Luiz Eduardo Moschini. Ele observa que o indicador de Qualidade da Pesquisa, aquele que pesa mais no cálculo da nota final, repetiu o número do ano anterior, e aí mora a tarefa seguinte da universidade. A meta, diz, é fazer a produção científica feita na instituição chegar mais longe e ser mais citada fora do Brasil. A Pró-Reitoria vai continuar acompanhando esses números como ferramenta de planejamento.
Moschini acrescenta um detalhe que costuma passar despercebido em rankings desse tipo. O que a universidade faz só entra na conta se estiver registrado do jeito certo. Daí o pedido para que professores, pesquisadores, servidores e estudantes escrevam a afiliação “Universidade Federal de São Carlos” corretamente em artigos, cadastrem projetos e parcerias e mantenham os sistemas em dia. “Esse cuidado coletivo faz com que o desempenho real da UFSCar seja reconhecido”, afirma.
Para o Pró-Reitor, o resultado tem assinatura coletiva. “Esses resultados expressam a qualidade do ensino, da pesquisa, da extensão e da inovação que realizamos em todos os nossos cinco campi”, diz.
A Vice-Reitora Maria de Jesus Dutra dos Reis trata o ranking como um exame feito por gente de fora da casa, com especialistas analisando o que a universidade entrega. Ela nota que o THE WUR acompanha o ensino superior mundial desde 2004 e é um dos mais observados do setor. “Quando consideramos as condições diuturnas no desenvolvimento de ensino, pesquisa e extensão na nossa instituição, e em todo o País, a melhoria num ranking desta magnitude reafirma a dedicação e o esforço hercúleo de toda nossa comunidade com a formação e produção de conhecimento qualificados”, diz.
A dirigente faz uma ressalva. A rotina da universidade não é regida por classificações externas, embora a conquista mereça ser celebrada. “Mas fazemos jus e devemos ficar muito orgulhosos desta conquista, que é de toda esta comunidade”, conclui.
A edição 2027 do ranking percorreu 2.297 instituições de ensino superior em 118 países e territórios, universo maior que o do ano passado, quando foram analisadas 2.191 universidades de 115 países e territórios. Acompanhar esse tipo de avaliação integra as ações que a UFSCar mantém para monitorar o próprio desempenho. A classificação completa e a metodologia estão no site da publicação (https://www.timeshighereducation.com/world-university-rankings/latest/world-ranking).
Fonte: Informações da Comunicação/UFSCar